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quinta-feira, 4 de março de 2010

Imagens revela estresse de aves




Análise de imagens revela estresse de aves
Programa baseado em redes neurais quantifica movimentação em criadouros para identificar situações de tensão ou conforto
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, criou uma metodologia de processamento e análise de imagens que acompanha a movimentação de aves poedeiras no criadouro. A técnica, desenvolvida pela física Valéria Cristina Rodrigues, fornece dados que demonstram o efeito da temperatura e da umidade no comportamento dos animais.A pesquisa utilizou o software MATLAB, que transforma as imagens das aves no criadouro em matrizes matemáticas. “Por meio das matrizes, é possível encontrar o centro geométrico dos animais, fornecendo seu posicionamento a cada dez segundos”, explica a física, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Esalq. “Com base neste rastreamento, foram utilizadas redes neurais para determinar qual é o comportamento das aves”.As aves eram observadas durante uma hora no período da manhã e por duas horas à tarde, seguindo metodologia criada em trabalho de pesquisa anterior. “As imagens do criadouro, tomadas do alto por uma câmera, passam por um pré-processamento que destaca o contorno das aves e facilita a análise”. Valéria aponta que já existem programas comerciais que fazem reconhecimento de imagens usando redes neurais, mas são muito mais complexos. “Na pesquisa, foi criada uma fórmula matemática simples, baseada em álgebra de matrizes, adequada às pesquisas sobre preferência por lugares das aves”, afirma. "O estudo associa teste de preferência e comportamento dos animais”. EstresseA pesquisadora ressalta a importância dos estudos de ambiência na criação animal. “Quando as aves estão estressadas, costumam ficar mais perto do bebedouro, e depois de alguma agitação inicial se deslocam menos para poupar energia”, conta. “Quando o estresse é maior, a ave se alimenta menos e não ganha peso, comprometendo sua fisiologia e a produção.”Valéria explica que inicialmente, o comportamento das aves era acompanhado por um pesquisador que observava o criadouro e tomava nota de toda a movimentação. “Em seguida, foram adotadas câmeras de vídeo para fazer o acompanhamento”, aponta. “Mesmo assim, o reconhecimento dos movimentos era feito pelo pesquisador, sem o uso do computador”.Para reconhecer o comportamento das aves, a física adaptou um programa para reconhecimento de faces humanas, desenvolvido no Japão. “A eficiência do programa com as aves ficou em torno de 65%”, relata Valéria. “Ele substitui de forma satisfatória a análise visual do pesquisador, mas o ideal é que o índice de acerto chegue a pelo menos 85%”.O programa com a nova metodologia está em fase de desenvolvimento e deverá ser testado em sistemas industriais de criação, para ser aperfeiçoado. “É possível que a partir destas experiências seja criado um novo algoritmo para tornar o reconhecimento ainda mais eficiente”, conclui a pesquisadora.Mais informações: (0XX19) 3447-8563, com Valéria Cristina Rodrigues.Pesquisa orientada pelo professor Iran José Oliveira da Silva Data: 22/02/2010



FONTE:http://www.usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=15283

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