quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Concurso premia as mais impressionantes fotos de pássaros;

Kevin Ebi levou a menção honrosa na categoria profissional ao fotografar uma águia carregando um coelho e uma raposa
Apesar de ser um tema que pode parecer de interesse restrito a alguns apaixonados, a fotografia de pássaros pode gerar imagens muito mais criativas do que se imagina, como mostram os vencedores do Audubon Photography Awards, anunciados em julho. 
Organizada pela The National Audubon Society, ONG americana de proteção dessas aves e seu habitat, em parceria com a revista Nature's Best Photography, o prêmio reuniu fotografias em quatro categorias, incluindo Plants for Birds, que propôs aos participantes o desafio de capturar um pássaro e uma planta nativos da região retratada. 
O vencedor da categoria Plants for Birds foi Michael Schulte, que fotografou um pássaro da espécie 'Icterus cucullatus' na Califórnia
Os seis fotógrafos vencedores foram selecionados entre mais de 2.253 participantes dos 50 Estados Americanos, além de Washington D.C. e dez províncias canadaneses.
Muitas das imagens mostram espécies protegidas pelo Migratory Bird Treaty Act (MBTA), lei de proteção das aves migratórias e uma das vitórias da The National Audubon Society, que agora está sendo criticada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. 
Imagem de frango-d'água-azul em cima de uma planta para se alimentar de flores fez Joseph Przybyla ganhar a menção honrosa na categoria Plants for Birds


Ceará cria área de preservação para Soldadinho-do-Araripe



Ameaçada de extinção, a ave Soldadinho-do-Araripe ganhou uma reserva para escapar dos caçadores. Em 21 de julho, o Governo do Estado do Ceará assinou o protocolo para a criação do Refúgio da Vida Silvestre Soldadinho-do-Araripe, unidade de conservação (UC) que corresponde a uma área total de 5.103,38 hectares. O investimento do governo local foi de R$ 197,6 mil. O projeto é financiado pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a partir de estudos técnicos da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis). A criação da unidade de conservação será crucial para elevar o percentual de proteção integral da espécie de 2% a 34%, ampliando a pequena faixa já existente na cidade de Barbalha (CE). Natural da região, o Soldadinho-do-Araripe foi descoberto em 1996 e é uma das aves mais raras do mundo.
(Nota publicada na Edição 1132 da Revista Dinheiro)

domingo, 4 de agosto de 2019

Extinta, ararinha-azul deve ser reintroduzida na natureza até 2024


A ararinha-azul, considerada extinta na natureza desde 2000, deve ser reintroduzida ao habitat até julho de 2024, com ao menos uma soltura experimental, conforme anunciou nesta terça-feira (30) o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pelo Plano de Ação Inicial (PAN) para a conservação da espécie. O projeto, previsto em uma portaria publicada no Diário Oficial da União, está em sua segunda fase.

A ararinha-azul é considerada extinta na natureza desde 2000
Espécie nativa da caatinga brasileira, a ararinha-azul foi exterminada por caçadores e traficantes de animais. Ela é originária do interior baiano, entre os municípios de Juazeiro e Curaçá, uma das regiões mais quentes e áridas do Brasil. As informações são da Veja. Atualmente, existem 116 ararinhas-azuis vivendo em cativeiro em todo o mundo, sendo 147 na Alemanha, 13 no Brasil, duas na Bélgica e quatro em Singapura.
Em 2016, uma aparição da ave vivendo em liberdade foi registrada, mas ela é considerada extinta na natureza. Uma ação prevista para este ano deve repatriar 50 delas graças a uma parceria entre o ICMBio e a ONG alemã Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP).
Confira o final desta história e outras notícias inspiradoras sobre animais na ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais).

Acompanhe as novidades na fanpage Ararinha na Natureza.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Soltura de pássaros faz a festa da criançada



Soltura de pássaros faz a festa da criançada


Brasília (17/03/2008) - Dezenas de pequeninas mãos, na manhã de sábado, juntaram-se para dar liberdade a 72 pássaros, apreendidos pela fiscalização do Ibama. As crianças sustentavam gaiolas cheias de curió, pássaro-preto, sabiá, colerinha, trinca-ferro, canário da terra, com a abertura virada para o alto. Tão logo viam o céu, os pássaros voavam.Algumas crianças receberam os pássaros nas próprias mãos. Aisha, de 10 anos, e Flora, de 9 anos, estavam entre as premiadas. Elas foram acompanhadas de perto por Iaiá Floresta, educadora ambiental do Ibama, que cantava “Vamos soltar os bichos e deixar os animais a vontade”. Antes da soltura, ocorrida durante a comemoração de 23 anos do Jardim Botânico de Brasília, o analista ambiental da Coordenação de Fiscalização do Ibama Anderson Luis do Valle deu um série de informações às crianças e adultos. “Pássaro preso é uma judiação.” Lembrou que os pássaros ajudam na polinização de flores e na dispersão de sementes. Quando estão na gaiola, deixam de fazer esses trabalhos.
Valle listou aos pequenos e aos adultos os alimentos impróprios enclausurados nas casas. “Papagaios comem dados aos pássaros pão e manteiga e sementes de girassol. Quando a fiscalização chega, eles estão gordos e tristes”. O biólogo disse que alguns passam a balançar a cabeça de um lado para outro. “Eles não estão dançando, estão lelé da cuca, pois na natureza vivem em grupo.”
Quem gosta de pássaro, aconselhou Valle, pode comprar um binóculo para observá-lo na natureza ou, então, colocar comedouros com frutas e sementes perto de casa. Nada de água com açúcar, como costumam fazer algumas pessoas para atrair beija-flor. Coloque apenas água.
Outro momento de muita descontração durante a soltura foi quando Valle apontou para o estagiário Roberto Cavalcanti Sampaio, do Cetas, e disse que ele havia formado em biologia, mas se especializou em correr atrás de passarinho. Por dez minutos, três vezes por dia, Roberto corre atrás dos pássaros no gaiolão onde ficam no Cetas para auxiliá-los a exercitarem o vôo. Faz parte do treinamento e preparo de retorno dos animais à natureza.
“Por que aquele pássaro azul está com uma marca de machucado (em cima do bico) fora a fora na cara dele?”, quis saber um dos meninos que cercaram a equipe do Ibama. “Pergunta inteligente”, observou Anderson, explicando que aquela marca era resultado de o pássaro se debater na gaiola querendo liberdade. O biólogo disse que o animal “só se entrega à prisão perpétua” após muitas tentativas de fuga. A marca no rosto era um bom sinal: era prova de que aquele pássaro havia sido capturado recentemente e, portanto, teria facilidade em se readaptar à natureza.
Os animais silvestres sem origem legal, quando apreendidos dos traficantes (em feiras livres, em rodovias ou outros locais), vão para os Centro de Triagem de Animais- Cetas do Ibama. Permanecem o tempo suficiente para recuperar as forças e serem soltos. Aqueles sem condições de voltar a viver na natureza são destinados a zoológicos e criadouros conservacionistas.
Sandra Sato
Ascom/Ibama
Foto: Ricardo MaiaData: 05/04/2010



FONTE:http://www.ibama.gov.br/2008/03/17/soltura-de-passaros-faz-a-festa-da-criancada/
http://www.clubedocriador.com/

Estado do Piauí tem 12 espécies de animais em extinção

Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, diz Ibama

Aves sofrem mais ataques que os outros animais.Em todo o país, 100 espécies de animais estão ameaçadas de extinção.
O estado do Piauí tem 12 espécies de animais em extinção, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre os animais estão as aves ararinha-azul, arara-azul grande e araponga do Nordeste e os mamíferos gato-do-mato-pequeno, gato-maracujá, gato-palheiro, jaguatirica, onça-pintada, peixe-boi-marinho, tamanduá-bandeira, tatu-bola e tatu-canastra.
O veterinário do Ibama no Piauí, José Lacerda Luz, explica que o motivo de as aves sofrerem mais ataques que os outros animais é uma questão de costume. “No Piauí, cerca de 97% dos animais apreendidos são aves e muitos deles são mantidos em ambiente doméstico.”
As principais causas do desaparecimento dos bichos, ainda de acordo com o Ibama, são a destruição da espécie e do habitat natural, além do comércio ilegal de animais raros por meio do tráfico e a criação em cativeiro. Em todo o país, segundo dados do Ibama, há 100 espécies de animais ameaçadas de extinção. Data: 12/04/2010



FONTE:http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL454298-5598,00-PIAUI+TEM+ESPECIES+DE+ANIMAIS+EM+EXTINCAO+DIZ+IBAMA.html
www.clubedocriador.com

terça-feira, 23 de março de 2010

Pododermatite em aves de cativeiro



Pododermatites em aves de cativo
Pododermatite é o nome científico dado para problemas inflamatórios dos membros inferiores das aves. Existem muitas causas para esta patologia, dentre elas temos:
Pododermatite de contato: Ocorre quando há condições favoráveis a bactérias, como o excesso de umidade, Falta de higiene, poleiros com sujidades e também o contato das aves com substâncias abrasivas nas gaiolas ou viveiros, pinturas ou soluções desinfetantes em alta concentração.
Pododermatite Bacteriana: causada pelo Staphylococcus aureus (agente mais freqüente), Pseudomonas aeruginosa, Mycobacterium tuberculosis, geralmente associados a processos primários. Diagnosticados com base em cultura, biópsia e citologia.
Deficiências nutricionais: deficiências de zinco, manganês, vitamina A, ácido fólico, biotina que podem ser cause de lesões na pele. Alimentação desbalanceada em termos de cálcio e fósforo, que podem dar causa à fraturas.
Traumatismos: Anilhas com rebarbas, objetos cortantes na gaiola, por traumas nos poleiros, com fissuras na pele do coxim plantar seguida de infecção bacteriana secundária etc., podem lesionar e até fraturar os dedos dos pés ou mesmo fraturas causadas decorrente a queda de gaiolas com a ave em seu interior, queda da mão ou ombro do proprietário e ainda fraturas causadas por desnutrição e doença ósteo-metabólica.
Agentes parasitários: Picadas de insetos como pernilongos, mosquitos e piolhos, podem levar a uma inflamação inicial que predispõe à infecção bacteriana e também a própria picada gera incômodos para os pássaros.
Outras: Autotraumatismos, deformações congênitas, infecções virais (bouba aviária, herpes vírus, papilomas), infecções fúngicas (Aspergillus, Dermatophyto. Podem atuar como agentes primários ou serem secundários a processos imunodepressivos. Podem estar associados à infecção bacteriana), etc.
A pododermatite inicia-se em função de abrasões (traumas superficiais), formando uma lesão eritematosa e pruriginosa, tornando-se exudativa e ulcerativa com o avanço dos sinais (aumentam rapidamente e assumem uma coloração avermelhada com presença de pus) estas lesões podem evoluir para necrose dos pés e um quadro de infecção generalizada (septicemia), levando a ave à morte.
Todos os tipos de lesão da pele e patas geram inicialmente uma alteração vascular do tipo congestiva, com edema do local, fragilizando os tecidos adjacentes. O principal agente isolado de lesões de pododermatite é o Staphyloccocus SSP, um coco Gram-positivo encontrado no ambiente, trato respiratório e pele de pessoas e animais. Dentre eles, o Staphyloccocus aureus é o agente mais comum.
Os pássaros atingidos ficam apáticos e podem adotar o fundo da gaiola como refúgio, ficam com o(s) pé(s) levantados ou encolhidos por causa da dor, perdem o apetite e se não notado a tempo podem morrer. Esta patologia pode acometer muitas espécies, mas é bem mais comum encontrar em canários.
A maioria das patologias dos pés podem causar seqüelas como artrose (atrofia articular), queda das unhas, necrose de dedos ou mesmo das patas. A outra pata não atingida acaba ficando comprometida pelo peso que fica sobre ela, pois a ave recolhe a pata afetada. Muitas vezes ela apóia o peito no poleiro e começa a ferir a quilha. Neste local pode haver uma infecção também.
As lesões de pododermatite podem se apresentar em vários graus de severidade, e isso influenciará no tratamento a ser utilizado. Lesões mais leves podem ser tratadas com anti-sépticos locais, pomadas cicatrizantes e higienização dos viveiros, poleiros e manejo alimentar. Lesões mais graves devem ser avaliadas radiologicamente para averiguar a presença ou não de osteomielite. O uso de antiiflamatórios locais traz benefícios visíveis ao tratamento e Antibioticoterapia. Por se tratarem de lesões exudativas a realização de curativos freqüentes conforme a necessidade de cada caso auxilia na aceleração da cura clínica.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Imagens revela estresse de aves




Análise de imagens revela estresse de aves
Programa baseado em redes neurais quantifica movimentação em criadouros para identificar situações de tensão ou conforto
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, criou uma metodologia de processamento e análise de imagens que acompanha a movimentação de aves poedeiras no criadouro. A técnica, desenvolvida pela física Valéria Cristina Rodrigues, fornece dados que demonstram o efeito da temperatura e da umidade no comportamento dos animais.A pesquisa utilizou o software MATLAB, que transforma as imagens das aves no criadouro em matrizes matemáticas. “Por meio das matrizes, é possível encontrar o centro geométrico dos animais, fornecendo seu posicionamento a cada dez segundos”, explica a física, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea) da Esalq. “Com base neste rastreamento, foram utilizadas redes neurais para determinar qual é o comportamento das aves”.As aves eram observadas durante uma hora no período da manhã e por duas horas à tarde, seguindo metodologia criada em trabalho de pesquisa anterior. “As imagens do criadouro, tomadas do alto por uma câmera, passam por um pré-processamento que destaca o contorno das aves e facilita a análise”. Valéria aponta que já existem programas comerciais que fazem reconhecimento de imagens usando redes neurais, mas são muito mais complexos. “Na pesquisa, foi criada uma fórmula matemática simples, baseada em álgebra de matrizes, adequada às pesquisas sobre preferência por lugares das aves”, afirma. "O estudo associa teste de preferência e comportamento dos animais”. EstresseA pesquisadora ressalta a importância dos estudos de ambiência na criação animal. “Quando as aves estão estressadas, costumam ficar mais perto do bebedouro, e depois de alguma agitação inicial se deslocam menos para poupar energia”, conta. “Quando o estresse é maior, a ave se alimenta menos e não ganha peso, comprometendo sua fisiologia e a produção.”Valéria explica que inicialmente, o comportamento das aves era acompanhado por um pesquisador que observava o criadouro e tomava nota de toda a movimentação. “Em seguida, foram adotadas câmeras de vídeo para fazer o acompanhamento”, aponta. “Mesmo assim, o reconhecimento dos movimentos era feito pelo pesquisador, sem o uso do computador”.Para reconhecer o comportamento das aves, a física adaptou um programa para reconhecimento de faces humanas, desenvolvido no Japão. “A eficiência do programa com as aves ficou em torno de 65%”, relata Valéria. “Ele substitui de forma satisfatória a análise visual do pesquisador, mas o ideal é que o índice de acerto chegue a pelo menos 85%”.O programa com a nova metodologia está em fase de desenvolvimento e deverá ser testado em sistemas industriais de criação, para ser aperfeiçoado. “É possível que a partir destas experiências seja criado um novo algoritmo para tornar o reconhecimento ainda mais eficiente”, conclui a pesquisadora.Mais informações: (0XX19) 3447-8563, com Valéria Cristina Rodrigues.Pesquisa orientada pelo professor Iran José Oliveira da Silva Data: 22/02/2010



FONTE:http://www.usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&codntc=15283

Quem sou eu

Minha foto
A Iniciativa IPAMA surgiu da necessidade de se agir pelo meio ambiente, sem esperar a ação de outros e sim sua própria iniciativa.